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Ministério vai reforçar tempos lectivos de ciências, fisico-química, história e geografia

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No 3º ciclo, haverá um reforço dos tempos lectivos de Ciências Naturais, Físico-Química, História e Geografia, segundo a reforma de estrutura curricular apresentada esta segunda-feira pelo ministro da Educação, Nuno Crato.

No 7.º ano, História e Geografia terão cinco tempos lectivos de 45 minutos para dividir entre si em vez dos actuais quatro. No 9.º ano também lhes é dado mais um bloco. Ciências Naturais e Físico-Química ganharão mais dois blocos de 45 minutos, a serem repartidos por ambas, no 7.º e 8.º ano. No 9.º terão mais um. Esta alteração permite, segundo o ministério, colmatar a "clara insuficiência de carga horária" das ciências experimentais neste ciclo de ensino.

Desaparecerá Formação Cívica em todos os ciclos. Até agora, esta disciplina existia no 2º e 3º ciclos e no 10º ano.

No 2º ciclo passará a existir uma oferta diária de apoio ao estudo, continuando a ser facultativo para os alunos. Mas as escolas terão de organizar os seus recursos humanos de modo a oferecerem 45 minutos diários de apoio, esclareceu o responsável da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular, Fernando Reis, que chefiou o grupo de trabalho responsável pela proposta hoje apresentada.

O Inglês passa a ser uma disciplina obrigatória no 2.º e 3.º ciclos. No 2.º ciclo continua a existir só uma língua estrangeira, mas ao contrário do que sucedia actualmente a escolha ficará limitada ao Inglês.

A disciplina de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) passa a ser leccionada no 2.º ciclo quando hoje é dada no 9.º ano. A sua antecipação já fora sugerida pelo ministro Nuno Crato numa entrevista ao PÚBLICO.

Também se confirma que, no 2.º ciclo, a disciplina de Educação Visual e Tecnológica (EVT) será dividida em duas, "cada uma com programa próprio e cada uma com um só professor". Neste ciclo a EVT tem sido garantida com dois professores em sala de aula. Para Educação Visual serão reservados dois tempos lectivos de 45 minutos durante todo o ano lectivo. Já Educação Tecnológica terá que dividir com TIC os mesmos tempos lectivos. Segundo Fernando Reis, competirá às escolas decidir se esta alternância se fará ao longo do ano lectivo ou se cada uma destas duas disciplinas terá uma duração semestral.

Mas Educação Tecnológica desaparecerá da oferta do 9.º ano. No 3.º ciclo as disciplinas de Educação Visual e Tecnológica estão separadas e no 9.º os alunos podiam optar por uma delas. Esta possibilidade deixará de existir.

Na proposta que hoje foi apresentada aos directores, associações de professores e sociedades científicas prevê-se a possibilidade de criar uma nova disciplina de programação informática no secundário. No 12.º ano só existirá uma disciplina de opção em vez das duas actuais. Os alunos passarão assim a ter quatro disciplinas neste ano. Com esta medida pretende-se, segundo Fernando Reis, possibilitar "uma melhor gestão do tempo de estudo" dos alunos, uma vez que este é o ano terminal do ensino secundário.

No básico manter-se-á o reforço, já em vigor este ano dos tempos lectivos de Língua Portuguesa e Matemática, mas com a supressão das áreas disciplinares não curriculares ( Estudo Acompanhado, Área de Projecto - já eliminadas este ano - e Formação Cívica), as cargas horárias diminuem em todos os ciclos: no 2º passará de 33 blocos semanais de 45 minutos para 30; no 3.º mantêm-se os 34 blocos no 7.º ano, mas passará de 34 para 33 e de 36 para 32 no 8.º e 9.º ano respectivamente. No secundário a principal diminuição regista-se no 12.º anos que passará dos 13 a 14 blocos de 90 minutos para 10.

A proposta de revisão curricular estará em discussão pública até 31 de Janeiro. Deverá ser aplicada a partir do próximo ano lectivo.

O secretário de Estado da Educação, Casanova de Almeida, indicou que, sendo esta uma proposta para discussão pública, ainda não é possível "quantificar ao pormenor o que se vai passar em termos de recursos humanos" ou seja, quantos professores a menos serão precisos nas escolas. As alterações "não terão repercussões nos professores dos quadros", adiantou.

"Estamos a pensar no que é melhor para o ensino e não no orçamento", garantiu o ministro Nuno Crato, acrescentando que "não faz sentido dispersar esforços quando estão identificadas as áreas que são essenciais" e quando se sabe que os alunos "continuam a ter dificuldades nestas disciplinas". O responsável considerou que, com a proposta hoje apresentada, se pretende intervir "cirurgicamente". "Sabemos que há muitas mudanças a fazer no ensino, mas não há nada pior do que mudar tudo de um dia para o outro", esclareceu.Os programas de várias disciplinas sofrerão revisões pontuais, indicou a secretária de Estado do Ensino Básico, Isabel Leite. Também as metas de aprendizagem estabelecidas pela anterior titular da pasta "irão ser revistas", indicou Nuno Crato.

In Jornal Público 12/12/2011

 

Estudo Acompanhado e Área de Projecto terminam já no próximo ano lectivo

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O Estudo Acompanhado e a Área de Projecto vão ser suprimidos no 3º ciclo, já a partir do próximo ano lectivo, anunciou hoje o ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato. As disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática serão reforçadas, cada uma, com 45 minutos suplementares.

No 2º ciclo também desaparece a Área de Projecto e será ajustada a carga horária de Estudo Acompanhado. Segundo Nuno Crato, as medidas adoptadas em relação a estas duas disciplinas não curriculares libertam tempo, possibilitando assim reforçar a aprendizagem de Língua Portuguesa e Matemática nos dois ciclos finais do ensino básico.

No 5º e 6º ano ( 2º ciclo) a área curricular de Língua e Estudos Sociais ganha 90 minutos. Passará a ter 6 blocos de 90 minutos (ou 12 de 45 minutos) em vez dos cinco actuais. Do total da carga horária, que passará a ser de nove horas, no mínimo metade será para a Língua Portuguesa.

A área de Matemática e Ciências ganha 135 minutos. Passará a ter 4,5 blocos de 90 minutos em vez dos 3,5 actuais. Do total da carga horária, que será cerca de sete horas, 4,5 serão para a Matemática, podendo este tempo ser organizado em seis blocos de 45 minutos ou três de 90 minutos. Nas grelhas anteriores não estava discriminado o tempo para esta disciplina.

Os resultados dos exames nacionais vieram confirmar que há muito a realizar “para o progresso” nestas “duas disciplinas estruturantes”, frisou. O aumento da carga horária é a primeira medida nesse sentido. A próxima etapa, sem efeito no ano lectivo que se inicia em Setembro, será a revisão dos programas destas disciplinas.

Segundo Nuno Crato, as medidas anunciadas são apenas "ajustamentos" e foram aprovadas no Conselho de Ministros do passado dia 14. No essencial são semelhantes às contempladas na reforma curricular aprovada pelo anterior Governo e que foi revogada pelo parlamento, com os votos a favor de todos os partidos da oposição, incluindo o PSD e o CDS.

Nessa reforma previa-se a extinção da Área de Projecto, restringia-se o Estudo Acompanhado a alunos com dificuldades e punha-se fim ao par pedagógico ( dois professores em sala de aula) em Educação Visual e Tecnológica. Esta última medida não foi recuperada pelo actual ministro.

Quando se deu a revogação da reforma de Isabel Alçada, tanto o PSD, como o CDS afirmaram que não se opunham ao fim da Área de Projecto, mas que não estavam dispostos a votar uma alteração com fins meramente economicistas e onde não se previa um reforço da carga horária para as disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática. Nuno Crato confirmou que teve o apoio de todos os ministros às medidas que hoje foram anunciadas e que permitirão também, frisou, reduzir a dispersão curricular no 2º e 3º ciclos.

Em resposta a perguntas de jornalistas, Nuno Crato indicou que só saberá quantos professores a menos representará o fim de Área de Projecto quando as escolas concluírem os horários de que vão necessitar no próximo ano lectivo. Segundo o ministro, o fim desta área não curricular "corresponde a uma ambição de muitas escolas e professores". Os projectos devem prosseguir, "mas no âmbito das disciplinas existentes", acrescentou.

Nuno Crato lembrou também que as aulas de AP e de Estudo Acompanhado já estavam a ser utilizadas por muitas escolas para reforçar o ensino de Língua Portuguesa e Matemática. "É uma boa prática que agora será estendida a todas as escolas e de uma forma institucional, o que vai tornar mais simples a vida", nestas. No 3º ciclo será dado às escolas um tempo extra por semana. Serão estas a decidir o que fazer com ele.As mudanças já foram comunicadas às escolas, indicou.

Actualizado em Sexta, 15 Julho 2011 15:37
 

Alunos do ensino básico terão menos aulas. No 2.º ciclo, a redução é de 33 para 27 tempos lectivos

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Reduzir a carga horária semanal nos 2º e 3º ciclos do ensino básico, acabar com as disciplinas não curriculares de Área de Projecto e do Estudo Acompanhado ou atribuir às escolas a responsabilidade de organizar os tempos lectivos das disciplinas são algumas das mudanças que o governo introduziu no projecto de diploma de revisão do ensino básico. O documento a que o i teve acesso está a ser apreciado pelo Conselho Nacional de Educação que deverá emitir um parecer na próxima semana. Mas as novas regras deverão entrar em vigor no ano lectivo de 2011/12.

Se até agora os tempos lectivos eram previamente determinados pelo Ministério da Educação, com a proposta do governo, os agrupamentos e as escolas passam a organizar a carga horária semanal de todas as disciplinas curriculares dos 2º e 3º ciclos.

Cada escola pode, por exemplo, decidir se é mais adequado enquadrar a disciplina em tempos lectivos de 45 ou de 90 minutos, desde que respeitem os horários máximos por cadeira e por cada ciclo do ensino básico. Para que isso aconteça, basta ter a aprovação do conselho geral e do conselho pedagógico de cada agrupamento. A única excepção vai para Educação Física, que se manterá organizada por períodos de 90 minutos.

Menos aulas Com o fim da Área de Projecto e do Estudo Acompanhado - duas das cadeiras não sujeitas a avaliação -, tanto o 2.º como o 3º ciclo vão ter menos horas de aulas. No caso do 2º ciclo a redução é de 33 para 27 tempos lectivos; no 3º ciclo, a redução é de 51 para 46 tempos lectivos, no caso de o encarregado de educação optar por não ter a disciplina de Educação Moral e Religiosa.

A Formação Cívica é a única disciplina não curricular que continua a ser leccionada no ensino básico, mantendo a sua vocação de educação para a cidadania, saúde e sexualidade. A disciplina de Estudo Acompanhado já não irá constar como obrigatória, mas o projecto de diploma do governo deixa ao critério das escolas decidir se mantêm a disciplina para os alunos com dificuldade na aprendizagem. Um professor, em vez de dois, para leccionar a disciplina de Educação Visual e Tecnológica é outras das alterações prevista para o 2º ciclo do ensino básico.

O documento que está ainda a ser analisado pelo Conselho Nacional de Escolas esclarece ainda que a formação contínua de docentes será articulada com as necessidades detectadas em cada comunidade escolar, sendo que os cursos deverão estar centrados na escola e nas práticas profissionais.

Se tudo correr de acordo com o calendário previsto pelo governo, a revisão curricular da educação básica deverá entrar em vigor a 1 de Setembro do próximo ano.

Fonte: Jornal I

 

Parlamento trava reforma curricular do básico

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Deputados do PSD, Bloco e CDU votaram a suspensação decreto-lei que previa mudanças no ensino básico

Apesar dos apelos feitos ontem pela ministra da Educação, os grupos parlamentares do PSD, Blco e CDU votaram esta sexta-feria a cessão de vigência do decreto-lei que previa a reformulação dos currículos do ensino básico. O CDS-PP absteve-se e os votos contra do PS não foram suficientes para impedir o travão às alterações pretendidas pelo Governo.

Apesar de Isabel Alçada ter dito ontem, no final da reunião do Conselho de Ministros, que a suspensão do diploma punha em causa a execução orçamental - uma vez que o decreto-lei previa a redução do número de professores nas escolas básicas - os deputado da oposição juntaram-se pra trava a reforma educativa. O diploma previa a redução do número de professores de Educação Visual e Tecnológica de dois para um e limitava o acompanhamento do estudo dos alunos com mais dificuldades.

Actualizado em Sábado, 05 Março 2011 15:29
 

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Actualizado em Sábado, 01 Maio 2010 22:01
 
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